segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Anda tudo louco...


Reuters
22 Setembro 2008 - 10h47

Com melamina
China: 53 mil crianças contaminadas
O número de crianças chinesas vítimas do leite contaminado com melamina aumentou para cerca de 53 mil, das quais 13 mil continuam hospitalizadas, sendo que 104 estão em estado considerado grave, anunciou esta segund-feira o Ministério da Saúde chinês. Oito em cada 10 crianças afectadas pelo leite adulterado têm menos de dois anos.


A melamina, um composto químico com alto teor de nitrogénio, que causa problemas urinários incluindo cálculo renal, que foi adicionada ao leite para enganar os detectores de proteínas nos controlos de qualidade, já foi identificada numa vasta gama de produtos. Vários países asiáticos e africanos suspenderam as importações de leite chinês e de todos os produtos lácteos.

Ontem, as autoridades sanitárias de Hong Kong levantaram suspeitas de que uma criança daquela região, de três anos, tenha sido intoxicada por leite contaminado chinês depois de lhe ter sido diagnosticada uma pedra nos rins.

...


Há coisas que me deixam, muito,muito,muito triste....

22 Setembro 2008 - 11h17

Treze casos em apenas 24 horas
Bebés prematuros morrem na Turquia
Em apenas 24 horas, morreram treze bebés recém-nascidos prematuros, que sofriam provavelmente de uma doença infecciosa, num hospital público de Esmirna, na região ocidental da Turquia.


A informação foi confirmada esta segunda-feira pelas autoridades sanitárias locais, citadas pela agência Anatolia, acrescentando que uma equipa médica foi incumbida de realizar um inquérito para determinar a causa das mortes.

Segundo a Imprensa turca, as mortes, provavelmente causadas por uma doença infecciosa dos recém-nascidos, todos prematuros, ocorreram no passado fim-de-semana num dos principais hospitais de Esmirna, a terceira cidade da Turquia.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Fim do Verão


Fim do Verão.

Fim dos concertos, dos festivais de Verão, dos circos, da praia, dos caracóis na esplanada ao fim do dia, do cheiro a coco dos protectores solares, da minha casa cheia de areia da praia, das sessões de cinema ao ar livre, das bichas para comprar pão, da falta de estacionamento...

Confesso que este Verão passou-me ao lado. Correram por mim estes dias, sem me aperceber bem. Demasiado trabalho, demasiado que fazer ao nível pessoal e demasiada falta de vontade, fizeram mais com que sobrevivesse do que vivesse este Verão. Estou contente pelo regresso da calmaria, pelo regresso do meu S.Martinho.

Sobretudo estou muito feliz por, neste fim de época balnear, eu não ter de «regressar» a lado nenhum. Voltei a casa. Voltei para casa. E vim para ficar. :) Quero agarrar as minhas raízes e deixá-las,novamente, fortalecerem. Depois de 8 anos a saltitar por aqui e por ali sinto-me capaz de, finalmente, «assentar» por estas bandas. Mais ainda de ser capaz de ficar, neste momento sou incapaz de partir. Tudo me prende aqui, tudo me quer aqui, nada me arrasta para longe. As minhas vontades,desejos e sonhos estão aqui, passam pro aqui...

Apesar de ter sido um Verão muito calmo, também foi um Verão muito exigente e de emoções muito fortes. Perdi muito, mas encontrei muito mais do que o que perdi. Antes de mais nada encontrei me a mim e fiquei livre para poder reencontrar outros :)

Fazendo um balanço foi um Verão extremamente positivo. isto pesado na balança dos «prós e dos contras», teve muitos mais prós que contras.

A Carolina está muito esperta, muito refilona, muito exigente e extremamente perigosa. Já chega a todo o lado, já quer mexer em tudo. Absorve tudo com uma facilidade enorme. Muito voluntariosa (não sei a quem sai :p) é muito dificil de contrariar,e muito difícil de levá-la a fazer aquilo que não quer. Foi um Verão recheado de visitas ao Hospital. Ou torcia o pé nos insufláveis (ainda não está a 100%), ou caía e entortava os dentes da frente, etc etc.... Vivo agora com o coração nas mãos e raramente respiro de alívio queando ela não está a dormir... A última que ela me fez foi cair para dentro da cama de grades... Sim. Para dentro,que a Carol não gosta cá dessas vulgaridades de cair para o chão. A moça queria a chucha... E como a chucha (chi em linguagem de Carolina)só se usa para dormir vá de deixar a mesma na cama. Como ela a queria empoleirou-se para a ir buscar e primbas. Caiu para dentro. Isto calculo eu, porque não vi. Só a ouvi aos berros «Bebé caiu, bebé caiu!!!!»

Brinca horas e horas esquecidas com as suas bonecas. Especialmente com a Mimi,pobre desgraçada que ainda tem cabelos, mas que duvido que ainda os tenha por muitos meses tal as vezes que é penteada... As bonecas fartam-se de levar «tau tau» e de ficar de castigo porque fartam-se de fazer xixi no chão («no chão não Mimi, no bacio - diz ela)... Depois dá-lhes de comer e anda sempre atrás de mim («chá, mãe, chá»). Adora ajudar a limpar o pó, apesar de detestar arrumar os brinquedos dela. Detesta porta e gavetas abertas e é tão chata como eu em relação ao frio. Aliás. Pior... Antes de sair de casa, exige as portas todas fechadas e desfila um rol de despedidas «xau Mimi, xau chi, xau bebé, xau sapo, xau urso, xau cancan» :P e xau aos outros todos que agora não me lembro lol

Fomos a alguns sítios pela primeira vez. Fomos ao circo (de que ela só se lembra do tau tau dos palhaços), a um festival de rock (sim, rock da pesada :P), a um concerto do avó Cantigas, andámos de carrinhos de choque, fomos ao Zoo, fomos a festas de anos com muitos meninos (coisa que ela ainda nunca tinha ido só a festas de gente grande), fizemos a nossa festa de anos na nossa casa velha e entretanto mudámos para outra nova (que tem um fabuloso corredor onde a Carol faz grandes rallys até bater com a cabeça na parede :P)...

A Carol apsixonou-se por algumas pessoas o que me deixa muito feliz. Reforçou laços com outras pessoas e é um bebé muito feliz. Tenho é de me desabituar à palavra «bebé» porque ela um dia destes respondeu-me que «bebé não»...

Brevemente... Fotos do Verão ;)

sábado, 21 de junho de 2008

Quase 2 anos :)

Amanhã fica a faltar uma semana para a minha menina fazer 2 anos e eu 29... Lembro-me perfeitamente de como andava angustiada nos últimos dias de gravidez. Ansiosa por vê-la, ansiosa por ver que estava bem com 2 mãos, 2 pés, 10 dedinhos todos no sítio certo.
Quando nasceu tive a confirmação daquilo que eu já sabia: fiquei a conhecer o Amor da minha vida. Por ela sou capaz de tudo, desde as mais pequenas tarefas rotineiras e desagradáveis a ficar uma noite acordada só a vê-la respirar.
Na sexta feira acordei da melhor maneira possível do Mundo. Ela estava na minha cama. Acordou-me.
«Mãe, mãe»
«Sim Carol?»
«Deita»
Puxou-me para o ombro dela, deitei a cabeça no ombrito pequenino e ela ficou ali a dar me festinhas nas costas, na cara e beijinhos molhados. Foi um bom começo de dia. :) Quando lhe disse que tinha de me levantar para ir trabalhar ela disse:
«Não, não» Abraçou-me com força e lá fiquei mais 5 minutos na preguiça com a minha princesa.
Agora ela já brinca. Tenho de lhe comprar uma boneca com cabelo para ela brincar. Deita a cancan na cama dela, põe as grades para cima, canta-lhe uma música, dá-lhe um beijinho repenicado e diz «óó cancan xiu» :) e eu fico toda orgulhosa...
Dá-me tantas pequenas alegrias diariamente que não as consigo expressar. Sómente sentir.
Confesso que também me tira do sério por vezes. Mas, calculo que todos sejam assim... Ela sempre esta a ver até onde pode ir, a ver quais os limites, quais as coisas que pode ou não fazer.
Está na idade das descobertas, do não, do sim, da palmada, do beijo e do abraço.

A Carol é a melhor coisa da minha vida :)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Mudanças, distâncias, e falhas...


Olá, muito boa tarde.
Tenho andado meia distante das lides cibernáuticas. Falta de tempo. Falta de vontade. Falta de oportunidade. Falta de tudo. Até de paciência...

Hoje tive uns segundos de liberdade e aproveitei. Infelizmente a minha liberdade (e o estar fechada em casa no meu único dia de folga semanal) deve-se ao facto chato de a minha princesa estar doente. Desde ontem, pelas 16 horas, na creche detectaram-lhe febre e vai de dar ben~u~ron, mas a dita cuja é persistente e desde ontem que nunca a consegui baixar dos 38. Nem com banhos de água tépida... Não se queixa de nada se bem que agora está a ficar com uma tosse seca que não me agrada minimamente. Vamos a ver o desenrolar da coisa. Ir ao hospital é desnecessário pois sei de cor o que diriam. Que não tem febre há mais de 3 dias, que não tem quaisquer sintomas, que é uma virose. E como isso tudo já eu sei não vou para lá, não vá ela sair de lá pior do que entrou. Mas, confesso que tenho vontade de esganar o pescoço aqueles médicos todos quando me dizem que «não vale a pena dar nada». Não é a filha deles. Não é a eles que ela se agarra ao pescoço a chorar a dizer «mamã, mamã, pukê?» «mamã, mamã dói dói» e eu sem poder fazer nada sem ser chorar com ela.... Esperemos que melhore senão domingo irei ao Hospital ver o que passa. Para os pediatras a virose passa em 3 dias ou então não é virose...

De resto tudo tem estado dentro da normalidade. Ela gosta da creche. Aliás adora. Grita «bibe» quando o vê, veste-se. corre para a sala e não quer saber mais da mãe, nem da avó, nem da tia para nada... Senta-se no cantinho dela no colchão azul, encostada ao espelho e lá fica ela à espera da história da Catarina.

Já sabe que a mamã vai trabalhar e não estranha quando acorda em casa da avó e eu já lá não estou. Adora quando a vou buscar e aperta-me muito nos seus bracinhos gordos. Agora à noite apanhou o hábito de a meio da noite ir-se deitar comigo. Abraça-me, diz mamã meia dúzia de vezes, dá-me uns beijinhos e depois dorme o resto da noite sossegada. Sei que é um mau hábito mas tem-nos sabido muito bem estes pequenos interlúdios mãe-filha...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Mãe


Porque não há ninguém como ela.

Porque o seu Amor é incondicional.

Porque ela nunca se põe em primeiro lugar.

Porque está na altura de se pôr.

Porque ela é linda e nem sempre o sabe.

Porque ela é a melhor Mãe do Mundo.

Porque todos os dias são Dias da Mãe.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Infantário



A nossa menina começou a frequentar a creche no dia 1 de Abril. E não, juro que apesar da data, não é mentira.
Os primeiros dois dias correram lindamente. Vestia o bibe e corria para a sala para brincar com os novos amiguinhos. No entanto ao terceiro dia começou a agarrar-se a mim, a não querer largar o meu colo e a ficar a chorar. Chorava ela lá dentro e eu cá fora... Verdade seja dita que ela calava-se ao fim de 20 segundos enquanto que eu demorava a manhã toda a ficar bem.
Assim que chegam as 16.30 arranco em modo acelerado para a ir buscar. Encontro-a sempre bem. Rosadinha de andar a brincar, normalmente a subir e descer no escorrega. Tem comido bem e até a acho um bocadinho mais rechonchuda :)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Fotos... Um ano de diferença... :)

Como elas cresceram :)






23 Março de 2008



01 Abril 2007

quarta-feira, 19 de março de 2008

Feliz Dia do Pai!


Na Roménia, um homem dizia sempre a seu filho:
«-Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.»

Houve, nesta época um terramoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.

Estava nessa hora este homem numa estrada.

Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola. Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...

Tomado de uma enorme tristeza ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa... Não cumprida...

..." Haja o que houver: eu estarei sempre a seu lado".

Seu coração estava apertado e sua vista apenas via a destruição.

A voz de seu filho e sua promessa não cumprida o dilaceravam.
Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajecto que fazia diariamente segurando sua mãozinha.
O portão ( que não mais existia)...
Corredor...
Olhava as paredes, vendo aquele rostinho confiante...

...Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajecto.
Portão...
Corredor...
Virou à direita...
E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído.
Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe.
Olhava tudo... desolado...
E continuava a ouvir sua promessa:
- "Haja o que houver, eu sempre estarei com você".
E ele não estava...

Começou a cavar com as mãos.
Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:
- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
- Vá para casa.
Ao que ele retrucava:
- Você vai me ajudar?
Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam.

Chegaram os policias, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.

Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
- Você vai me ajudar ?
Mas eles também o abandonavam.
Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...
- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios.
Ele retrucava :
- Você vai me ajudar?
- Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça.
- Você vai me ajudar?
Um a um todos se afastavam.

Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali.

5 hs / 10 hs / 12 hs/ 22 hs / 24 hs /30 hs...

Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
- Pai ...estou aqui!
Feliz, fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:
- Você está bem?
- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.
- Tem mais alguém com você?
- Sim, dos 36 da classe, 14 estão comigo; estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem!
Apenas se conseguia ouvir seus gritos de alegria.
- Pai, eu disse-lhes:
- Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora...
- "Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado".
- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.
- Não! Deixe eles saírem primeiro...
- Eu sei que haja o que houver... você estará me esperando!

(Esta história é verídica)

Dedicado ao meu pai.... Que morreu sem eu nunca o ter conhecido.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Instantanêos

Outro dos amores da minha vida: Sara :) 22/ Fevereiro/2008



Olha a cara de sacana 22 / Fevereiro /2008


A minha pintainha :) de fazer parar trânsito - Carnaval 2008

terça-feira, 11 de março de 2008

Ser mãe


Foto de 16 de Junho 2006



Antes de ser mãe eu fazia
e comia os alimentos ainda quentes.

Eu não tinha roupas manchadas.

Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia
o quanto eu queria
e nunca me preocupava
com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de
escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe eu limpava
minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos
nem pensava em canções de embalar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava
se as minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram
coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha
controlo sobre a minha mente,
meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda ...

Antes de ser mãe eu nunca tive
que segurar uma criança chorando
para que médicos pudessem
fazer testes ou dar injecções.
Eu nunca chorei olhando
pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas
e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca
segurei uma criança só por
não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar
quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma
coisinha tão pequenina pudesse
mudar tanto a minha vida.
Eu nunca imaginei que pudesse
amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que
existe entre a mãe e a sua criança.
Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse
fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe eu nunca me
levantei à noite a cada 10 minutos
para me certificar de que tudo estava bem.

Nunca pude imaginar o calor,
a alegria, o amor, a dor
e a satisfação de ser uma mãe.

Eu não sabia que era capaz
de ter sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus ,
por eu ser agora um alguém tão
frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada Deus por permitir-me ser Mãe!

Tradução de "Before I Was Mother"
de Patricia Vaughan

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Para pensar...

Porque gosto :) E porque sinto esta música como minha...



I've been high
I've been low
I've been fast
I've been slow
I've had nowhere to go
Missed the bus missed the show
I've been down on my luck
I've felt like givin' up
My life lost in the trunk
When it hurt way too much
I needed a reason to live
Some love inside me to give
I couldn't rest I had to
Keep on searchin'


(CHORUS)
Te busqué
Debajo de las piedras y no te encontré
En la mañana fria y en la noche
Te busqué
Hasta enloquecer
Pero tú
Llegaste a mi vida como una luz
Sanando las heridas de mi corazón
Y haciéndome sentir
Vivo otra vez

(TRANSLATION OF CHORUS)
I looked for you
Under the rocks and couldn't find you
I looked for you in the cold morning and at night
[Te Busque lyrics on http://www.metrolyrics.com]

Until I became crazy
But you came into my life like a light
Healing the wounds of my heart
Making me feel
Alive again


I've been too sad to speak
And too tired to eat
I've been too lonely to sing
The devil cut off my wings
I've been hurt by my past
But I feel a future in my dreams
And at last I wake up
I'm not sure
I wanted to find a light
Somethin' just didn't feel right
I needed an answer to end
All my searchin'

(CHORUS)

I look in the mirror the picture's getting clearer
I wanna be myself but does the world really need her
I ache for the earth I stop goin' to church
See God in the trees makes me fall to my knees
My depression keeps buildin', my cup overfillin'
My heart's so rigid I keep it in the fridge
It hurts so bad that I can't dry my eyes
'Cause they keep on refillin' with the tears that I cry

(CHORUS) x4

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

6 coisas...

Mais um desafio que vou agora responder, enquanto a minha princesa descansa um pouco pois está com febre desde ontem. Amanhã, se se mantiver lá vou eu ao hospital...

Desafio proposto por Zé Gonçalves em http://porentremontesevales.blogspot.com

Dizer 6 coisas próprias, peculiares a meu respeito...

1 - Antes de mais nada amo a minha filha... É a minha razão de viver e a força que tenho para encarar cada dia com um sorriso novo. Tudo o que ela faz é maravilhoso, desde as birras descomunais que quase manda a casa abaixo, aos abraços inesperados e aos beijinhos molhados. Ela é sem dúvida tudo para mim. Se eu soubesse o quão bom é ser mãe teria sido mãe à mais anos.

2 - Adoro a minha mãe. Por vezes entramos em choque frontal a 100 km/hora, mas amo-a do fundo do meu coração. Por vezes acho que por sermos parecidas é que nos desentendemos... E por vezes acho que por sermos tão diferentes perante certas situações da vida é que nos chocamos. Vá lá a gente entender as mulheres...

3 - Adoro S. Martinho do Porto. Por mais estranho que possa parecer S. Martinho faz parte de mim, enquanto pessoa, enquanto mulher, enquanto cidadã. É aqui que sou feliz, é aqui que possuo as minhas raízes, é aqui que sei quem sou, e o que quero. Já mais do que uma relação amorosa minha, fracassou precisamente por os meus «pares» não conseguirem dar o valor que eu dou à minha terra. Renegando, rebaixando o que eu amo acabam por o fazer igualmente a mim. E acabam por me perder. Já mais de uma vez que eu disse que não me corre sangue nas veias... Mas, sim água salgada...

4 - As amizades para mim são o sal da minha vida. Posso dizer com muito orgulho que conto com alguns amigos verdadeiros. Daqueles do coração. Daqueles que podemos receber em nossa casa às 4 da manhã e nem sequer nos darmos ao trabalho de ter de vestir «qualquer coisa mais apropriada que o pijama». Amigos que nos ajudam quando estamos em baixo, que se riem connosco, que vão connosco ao altar em dia de casamento e à conservatória em dia de divórcio... Que nos ajudam a mudar de casa e que nos ajudam a pensar se não devíamos parar para pensar. Amigos que nos dizem as verdades por mais amuada que eu fique. Amigos que me deu chapadas para acordar para a realidade em vez de me deixar atolar num lago de auto-comiseração. Amigos que estão lá e que contam connosco sempre que precisam. Eles sabem quem são, onde estou, e que seja quando for, e que esteja eu como estiver, estou sempre lá por inteiro para eles...:) A todos eles. Obrigado!!!!

5 - Amor. Quero muito encontrar O Amor. O Amor com A grande. Que nos faz falta nos dias de chuva, e nos dias de Sol. Com quem queira passar o resto dos meus dias, mesmo que depois aconteça algo e que nos tenhamos de separar. Quero ter pelo menos a ilusão que quero aquela pessoa para sempre, envelhecer com ele, sentir-me simplesmente eu ao pé dele. Não preciso de um príncipe encantado que esse só existe nos contos de fadas e está na cama com a Cinderela. Só quero alguém que eu consiga amar, apesar de todos os defeitos que tiver, e que me ame a mim, com todos os meus defeitos e com todo o meu feitio reles.

6 - Uma paixão secreta. Escrever. Escrever muito. Sobre tudo. Histórias fantasiadas. Diários sobre mim. Poemas sobre isto e aquilo. Blogs. Escrever. Tenho dossiers e dossiers cheios de palavras minhas. Qualquer dia pego em mim, nalgumas centenas de euros e edito um livro com algumas das minhas histórias e depois faço muita publicidade para toda a gente comprar um :)

E agora visto não conhecer mais blogs do que aqueles que já foram «desafiados» não irei colocar o desafio a ninguem sem ser a:
http://www.princesasdesencantadas.blogspot.com/

Beijinhos e bom fim de semana

Desafio do dia dos Namorados

Perante só hoje ter visto o blog do meu fabuloso amigo Zé Gonçalves só hoje respondo ao desafio colocado.Visto dever ter terminado ontem à meia noite nem sequer vou nomear ninguém para me responder...

O que gostarias que o teu par te oferecesse amanhã (ontem :P)?
Por vezes não há prendas que o dinheiro compre. Acho que o Amor é sempre a melhor prenda. O sentir-se amado, e amar de volta é, de longe, a melhor prenda que poderia receber.

E o que responderias em agradecimento?

A única coisa que possa dar em troca seria todo o meu ser. Toda a minha alma, todo o meu Amor.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Desleixo...

A todos aqueles que querem saber boas novas da nossa Carolina: as minhas mais humildes desculpas por não andar a postar como deve ser por estas bandas. Tenho andado com vários projectos em mãos e as coisas têm sido mais dificultadas do que o que eu estaria à espera.

Mas, fica prometido que entre esta e a próxima semana actualizo as fotos da nossa princesa...

Ela está óptima. Enorme como convêm. Mais mexida que a maioria. Corre o dia todo e nunca se cansa (ao contrário de mim, que chego ao fim do dia sem forças de tanto correr atrás dela). Continua a amar cães. Adora escorregas e baloiços. Gosta de rebuçados. Gosta de tomar banho e de brincar na água. Gosta de bater... :P Gosta de se ver ao espelho e de ouvir dizer que está linda. Gosta de dormir enroscada em mim. Adora fugir para a minha cama e ficar lá a noite toda (maus hábitos eu sei)...

Tive um pequeno problema que me obrigou a ir ao centro de Saúde, à Enfermagem. Ela assim que entrou no gabinete de Enfermagem agarrou-se ao braço a dizer: «ai, ai», porque se lembrou das vacinas. Quando viu que era eu, quis se sentar ao meu colo e estava sempre a dizer à enfermeira «dói dói» e «sai». A defender-me. Tão linda :)

E mais novidades... Next week :)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008




Muito obrigado Elvira :) Beijinho grande

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carta dos pais aos filhos... Algures no futuro...


«Querida e amada Carolina,
O dia em que esta velha não for mais a mesma, espero que tenhas paciência e me compreendas.

Quando entornar comida sobre a minha camisa e esquecer como atar os sapatos, que tenhas paciência comigo e que te lembres das horas em que passei ensinando-te as mesmas coisas.

Se,quando conversares comigo,eu repetir as mesmas histórias, que sabes de sobra como terminam, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequena, para que dormisses, tive de te contar milhares de vezes, a mesma história até que fechasses os olhinhos.
Quando estivermos reunidas e, sem querer, fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa, quantas vezes, pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpinha e cheirosa.

Não me reproves quando eu não quiser tomar banho, que sejas paciente comigo. Lembra-te dos momentos em que te persegui e dos mil pretextos que inventava para te convencer a tomar banho.

Quando me vires inútil e ignorante diante de novas tecnologias que já não poderei entender, te suplico, que me dês todo o tempo que seja necessário, e que não me magoes com um sorriso sarcástico.

Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Como comer, vestir, e como enfrentar a vida, tão bem como hoje o fazes. Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento, enquanto conversarmos, eu me esquecer do que estávamos a falar, que tenhas paciência e me ajudes a lembrar. Talvez a única coisa importante para mim naquele momento seja o facto de te ter perto de mim, dando me atenção, e não o que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, que saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo. Também que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir.

E quando minhas pernas falharem por estarem tão cansadas, e eu já não conseguir mais me equilibrar... Com ternura dá-me a tua mão, como eu o fiz quando tu começaste a andar com as tuas perninhas tão frágeis.

E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isso não tem nada a ver com o teu carinho , ou com o quanto eu te amo.
Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é difícil admitir que já não tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para te envolver nos meus braços, como dantes.

Sempre quis o melhor para ti e me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido.

E até, quando me for, construirei para ti outra rota, em outro tempo, mas estarei sempre contigo, zelando por ti.

Não te sintas triste ou impotente por me ver assim. Não me olhes com cara de dó. Dá-me apenas o teu coração. Compreende-me, e apoia-me como o fiz quando começaste a viver. Isso me dará forças e muita coragem.

Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com Amor e paciência e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso Amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente,

Tua Mãe.»

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Cantar

Carolina sentada no chão. Xilofone no colo. A cantar.

Digo eu:

- Canta para a mamã, canta.

Levanta o pauzinho no ar, aponta o outro dedo e diz num português perfeito:

- Não canto não!!!

Uma estrela caiu do céu...

«No mundo moderno em que vivemos, pais e filhos partilham a mesma realidade. Muitas vezes isso é bom; as crianças estão mais informadas dos perigos que correm, aprendem desde cedo a lidar com a vida e os seus reveses, e considero que essas experiências de alguma forma os ajudam a adquirir mais e maiores defesas do que as crianças que crescem em redomas perfeitas.

Os desentendimentos fazem parte da vida, bem como as contrariedades, os azares, as ausências daqueles que amamos, as mudanças – desejadas ou não – as desilusões, os conflitos e as rupturas. Para o bem e para o mal. E, apesar de vivermos num equilíbrio instável entre o que revelamos e o que acreditamos que ainda devemos esconder, os nossos filhos estão sempre mais à frente do que nós imaginamos.

Quando o meu filho era mais pequeno, passei por alguns períodos de solidão sentimental que me deixavam triste e desanimada. Como sou de choro fácil – basta-me ligar a televisão e apanhar uma cena dramática a meio de um filme cuja intriga desconheço para ligar imediatamente a torneira sem qualquer pudor – o meu filho viu-me algumas vezes com fios de água pela cara abaixo.

As crianças assustam-se quando vêm os adultos atrapalhados, sobretudo se estes estiverem a chorar porque baseiam a sua segurança na nossa solidez; se somos firmes e sorridentes, a vida deles é muito mais fácil do que se alternamos a euforia com a tristeza. Mas ninguém é de ferro e ninguém consegue estar sempre bem disposto. Há momentos na vida em que, por cansaço, desgaste, raiva ou tristeza, nos sentimos mesmo em baixo e as crianças, que apanham tudo no ar como se fossem equipadas com o mais sofisticado sistema de radar, percebem que o mundo afinal não é um lugar perfeito.

E, perante o facto, só há dois caminhos possíveis; ou disfarçamos a tristeza de forma quase sempre nada convincente, ou assumimos que também somos frágeis, que também temos medos e problemas, que não somos invencíveis. E se o fizermos, somos surpreendidos por eles de uma forma positiva, porque eles são pessoas como nós, apenas em ponto mais pequeno.

Uma das minhas sobrinhas nasceu para ser mãe. Desde pequena que toma conta de todas as outras crianças da família. Com 5 anos era já uma criança com enorme sentido de responsabilidade em relação aos mais pequenos. Quando ouviu a irmã mais velha, na altura com dez anos, dizer que a partir dos 13 já podia ser baby sitter do meu filho, a pequena Leonor disse com um ar evidente: “Eu já sou”. E era mesmo. Ela ajudava-me em tudo com o meu filho: dava-lhe banho, arrumava o armário dele, acalmava-o quando ele fazia birras, contava-lhe histórias e conseguia adormece-lo com grande rapidez e eficiência.

Parece estranho, mas não é. Há crianças assim, que já nasceram crescidas, como se fossem almas sábias que já andaram por cá várias vezes. Outra qualidade extraordinária das crianças é a empatia; elas adivinham o que sentimos de forma instintiva e certeira. Penso que isso tem a ver com o facto de olharem o mundo através dos nossos olhos, o que faz com que gostem das outras pessoas da mesma forma que nós, ou não gostem, se nós não gostarmos. O meu filho aceita os meus amigos como seus aliados e embirra com as pessoas com quem embirro. E quando estou em baixo, por cansaço ou tristeza, ele encontra sempre uma forma de me fazer sentir bem outra vez.

Há alguns anos, num daqueles domingos escuros e vazios, ao ver-me triste perguntou o que podia fazer por mim e eu pedi-lhe: diz-me qualquer coisa para me animares. E ele, sem qualquer hesitação, agarrou a minha cara com as duas mãos e proferiu com ar solene: “Toda a gente diz que a mãe é bonita por fora, mas eu acho que a mãe é ainda mais bonita por dentro”. Naquele momento esqueci toda a tristeza e o meu coração iluminou-se com uma árvore de Natal.



Anos mais tarde, enquanto conversávamos à lareira a seguir ao jantar e eu lhe dizia que gostava de encontrar a minha alma gémea, caiu uma estrela cadente e ele disse: “Mãe, viu aquilo? É a sua alma gémea que está a chegar à terra”. Os seus olhos azul piscina brilhavam como duas estrelas e o seu sorriso, aberto e generoso, embalou-me como uma onda no mar morno das Caraíbas

Os nossos filhos são o nosso maior investimento na vida. Podemos escrever livros, construir pontes, redigir leis, salvar vidas, compor sinfonias, dirigir jornais, ensinar gerações, descobrir vacinas, conquistar o mundo ou torná-lo num lugar melhor, mas os nossos filhos são tudo o que podemos ter de mais precioso e belo. Investir tempo e amor nos nossos filhos é investir tempo e amor em nós próprios e na nossa felicidade.

Ao som das 12 badaladas da última noite do ano de 2007, enquanto erguia uma taça de champanhe e o meu filho outra de sumo de ananás, olhámos para o fogo de artifício que se desenhava sobre o rio e desejámos que as estrelas cadentes que trazem o que mais desejamos nunca deixassem de cair no nosso jardim. Mas ele sabe que ele é a minha maior e mais bela estrela, a que me guia e me ilumina todos os dias, cada vez que acordo e o abraço antes de ir para a escola. E mesmo que o meu jardim receba mais estrelas que chegam de outros lugares, o meu coração vai sempre ser dele e da minha família extraordinária que sempre soube estar presente tanto nos melhores momentos como nos mais difíceis.

Um coração cheio é um coração onde brilham muitas estrelas. E um coração feliz é um coração cheio de sonhos. Sonhos que não caem do céu mas que se realizam todos os dias, com o amor e presença daqueles que mais amamos.»


Uma estrela caiu do céu, by Margarida Rebelo Pinto

Dieta

Hoje (era decisão de Ano Novo só vai com 23 dias de atraso lol) vou recomeçar a minha dieta...

Almoço de hoje? Ervilhas com ovos... lol Muito soft não aja dúvida... lol

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Laços



Porque gostei. Porque é lindo. Porque faz pensar. Não estamos todos a dar pouco valor aos nossos «laços»?

Bom resto de semana...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A minha mana linda!




Digam lá senão é linda!! E somos tão parecidas :)

Ano Novo


E pronto... Lá se passou mais um Natal, mais uma Passagem de Ano. Mais um Ano começou...

E o que mudou? Nadinha. Não é porque se mudou para um calendário novo, ainda com as doze páginas por arrancar que as coisas iam mudar.

O dia continua a nascer, o sol a pôr-se, a chover, a fazer frio (ou calor, que isto anda tudo trocado).

A Carolina continua a crescer. Linda, maravilhosa. Rabugenta, implicante, senhora do seu nariz... Enfim tem o meu mau feitio ampliado. Não me posso queixar porque apesar de tudo comigo é um doce de menina. Nunca pára, mas isso sómente é sinal de saúde e de energia. Quando um dia ela parar aí sim, terei motivo para me queixar...